Programação de conversas
CONVERSAS
Conversa com os curadores da exposição
Conversa com os curadores Frédéric Paul (Centre Georges Pompidou) e Paulo Miyada (Instituto Tomie Ohtake) a respeito das obras selecionadas e do conceito de exposição-escola.
sábado | 7 de abril 11h
Sem inscrição prévia | espaço comporta 40 pessoas | sujeito a lotação
"O que é?"
Muitos dos pressupostos que norteiam uma exposição não ficam evidentes diretamente ao público. O propósito dessa série de conversas é convidar os visitantes a refletirem sobre algumas das questões fundamentais que permeiam uma exposição desde como se formam as coleções, o que define uma obra-prima, como se pensa a noção de vanguarda artística, entre outras
20/4 das 14h30 às 16h | O que é uma coleção?, com Magnólia Costa, mediada por Luise Malmaceda
Magnólia Costa é doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo, ensaísta, tradutora, crítica de arte, curadora e professora de história da arte. Leciona no Museu de Arte Moderna de São Paulo desde 2000, onde também atua como Relações Institucionais.Luise Malmaceda é mestra em Estética e História da Arte pela USP, especialista em História da Arte pela FAAP e graduada em Artes Visuais pela UFRGS. Atuou como educadora e pesquisadora na Fundação Iberê Camargo e na Fundação Vera Chaves Barcellos. Foi editora da revista Harper's Bazaar Art e, atualmente, integra o Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake.
04/05 das 14h30 às 16h | O que é arte moderna? Vanguardas e movimentos, com Mauricio Puls, mediada por Theo Monteiro
Mauricio Puls é formado em Ciências Sociais e em História da Arte pela FAAP. Foi professor na Universidade Federal de Ouro Preto e nas FMU. Colaborou na Folha de São Paulo e na Revista Brasileiros e, atualmente, é editor assistente da Revista 451.
Theo Monteiro Farias é formado em História pela USP. Estudante de mestrado em História Social pela mesma universidade, trabalhou nas revistas Arte Brasileiros e Carta na Escola. Integra o Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake desde 2016.
18/05 das 14h30 às 16h | O que é arte moderna? Manifestos e literatura, com Sônia Régis Barreto, mediada por Carolina De Angelis
Sonia Régis é mestra e doutora pela PUC-SP, escritora e crítica de arte. É professora do Departamento de Arte da PUC-SP.
Carolina De Angelis é graduada em Arte: história, crítica e curadoria pela PUC-SP. Desde 2013 integra o Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake em que, atualmente, atua como curadora associada, responsável pela elaboração de novos projetos para captação de recursos e colabora na realização de exposições.
07/06 às 16h | O que é uma obra-prima?, com Taisa Palhares, mediada por Priscyla Gomes
Taisa Palhares é doutora e mestra em Filosofia pela USP, atua nas áreas de estética e artes visuais. Foi pesquisadora e curadora na Pinacoteca do Estado de São Paulo de 2003 a 2015. Atualmente é professora no Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UNICAMP.
Priscyla Gomes é mestra em Teoria e História das Artes pela USP, possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP e, atualmente, cursa Psicanálise no Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP). É curadora associada do Instituto Tomie Ohtake, integrando seu Núcleo de Pesquisa e Curadoria desde 2013.
Conversas em fluxo: Contraposições
Conversas e debates que buscam tensionar os discursos consolidados sobre a arte moderna, analisando-os especialmente sob a perspectiva das teorias pós-coloniais.
*Sujeito a lotação
25/04 das 19h às 21h | A modernidade e suas crises, com Renato Janine Ribeiro
Renato Janine Ribeiro é professor de filosofia, cientista político, escritor e colunista brasileiro. Foi ministro da Educação do Brasil entre abril e setembro de 2015.
09/05 das 19h às 21h | Identidade brasileira para além do projeto modernista, com Salloma Salomão
Salloma Salomão é músico, pesquisador, africanista e doutor em História Social pela PUC-SP, pesquisador-educador, letrista, vocalista e flautista. Foi pesquisador visitante do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, pesquisando culturas musicais africanas no Brasil nos séculos XIX e XX.
23/05 das 19h às 21h | O modernismo não hegemônico das micronarrativas, com Mirtes Marins de Oliveira
Mirtes Marins de Oliveira é graduada em Artes Plásticas pela ECA-USP, mestra e doutora em Educação: História, Política e Sociedade pela PUC-SP. Atua como docente na área de artes plásticas desde 1991.
06/06 das 19h às 21h | Entre Kandinsky e Segall, entre Tarsila e Léger: cruzamentos na constituição das vanguardas, com Julia Buenaventura.
Às vésperas da II Guerra Mundial, Vassily Kandinsky escreve uma carta bastante otimista para Lasar Segall, convencido de não existir nenhum conflito pela frente. Segall responde não tão otimista assim, afirmando que a guerra é um fato inevitável. A correspondência entre os dois, o abstrato e o realista, é surpreendente. Enquanto o primeiro afirma: “Muito mais importante do que Checoslováquia, é a questão de saber se este azul está bem colocado com aquele marrom”; o segundo contesta: “O senhor, caro Kandinsky, é o mais feliz, tem força para se fechar ao mundo exterior e, no seu próprio mundo, seu atelier, dedicar-se com tranquilidade ao seu trabalho”. Caso curioso, pois era Kandinsky quem estava na Europa, no olho do furacão, enquanto era Segall aquele que estava no Brasil, bem distante, pelo menos geograficamente, da iminente catástrofe.
Assim como não é necessário traçar fronteiras absolutas entre abstratos e figurativos, também não resulta útil construir uma barreira entre a América e a Europa, muito menos no que diz respeito à arte da primeira metade do século XX. Diálogos, migrações e correspondências vão marcar às novas formas de estética de modernismos e vanguardas, tanto aqui quanto lá. Assunto que a exposição Alucinações Parciais se encarrega de revelar, e esta conversa, desde alguns detalhes e dados específicos, de percorrer.
Julia Buenaventura é crítica e historiadora da arte com foco na América Latina. Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela USP e mestra em História e Teoria da Arte e da Arquitetura pela Universidade Nacional de Colombia. Entre 2016 e 2018, desenvolveu uma pesquisa comparativa sobre as diferentes histórias da arte na América Latina no século XX, na ECA-USP. Atualmente é professora na Universidade de Los Andes (Bogotá).
Contextos modernistas, com Olívio Tavares de Araújo
Conversas com o curador Olívio Tavares de Araújo. Em cada encontro, serão tecidas relações entre o contexto da arte moderna, psicanálise, música ou literatura. Olívio Tavares de Araujo é empresário, crítico de artes visuais, curador, colecionador, documentarista, jornalista, crítico de música e cineasta. Realizou mais de trinta curtas-metragens, boa parte sobre o processo criativo de artistas plásticos brasileiros.
11/05 das 16h às 17h30 | Grandes mudanças na música
Na segunda década do século XX, nas artes plásticas surge o abstracionismo, que rompe com a figuração, a linguagem em que elas se fundavam desde a Grécia clássica. Analogamente, na música rompe-se com a tonalidade, a linguagem que vinha desde o Renascimento e é a usada em todo nosso repertório corrente até Wagner. Criam-se o atonalismo e o dodecafonismo, graus distintos do mesmo projeto, que impõem princípios inteiramente novos para a melodia, a harmonia e a própria estruturação da obra. A figuração e a tonalidade não chegaram a ser extintas e existem até hoje. Tanto através delas quanto na abstração e no atonalismo, a modernidade instaura duas vertentes estilísticas opostas. Uma é expressiva, subjetivista: o expressionismo alemão (inclusive o cinema), Kandinsky, Schönberg e os discípulos deste. A outra é construtiva, objetiva: o cubismo, Mondrian e os geométricos, Stravinsky. Na música brasileira destaca-se com grande evidência Villa-Lobos, que combina as duas.
25/05 das 16h às 17h30 | Literatos como teóricos e críticos de arte
Os poetas e escritores modernistas estiveram entre os primeiros intelectuais a fazer a teoria e a crítica da arte que se produzia a seu redor. Aos teóricos habituais faltavam ainda maior compreensão e repertório. Na França, em 1913 Guillaume Apollinaire publica seu fundamental livro sobre os cubistas. Na década seguinte André Breton lidera o surrealismo, entronizando as ideias de Freud na criação artística. No Brasil, ao longo de décadas, destacou-se com brilho Mário de Andrade. Defendeu uma arte de linguagem contemporânea e internacional, aggiornata, porém de fundamento nacionalista – que são os princípios da própria Semana de Arte Moderna de 1922. Sem a atividade e a convicção de Mário nossa arte não teria tomado os caminhos que tomou. Também se destacaram Oswald de Andrade, que teorizou os movimentos pau brasil e antropofogia, concretizados na pintura de sua mulher Tarsila, e Sérgio Milliet, que se revelou um crítico muito sensível.
8/06 das 16h às 17h30 | Modernismo brasileiro e psicanálise
Não existiu no modernismo brasileiro um movimento surrealista forte e abrangente como o europeu, que misturou artes plásticas e literatura, estética e política. O que mais se aproxima dele é a fase antropofágica de Tarsila, que durou pouco, e parte da produção de Flávio de Carvalho. Há ainda traços de surrealismo em Ismael Nery e Maria Martins, e em um ou outro poeta. Mas não foi por falta de informação. O pensamento freudiano chegou à intelectualidade brasileira desde a década de 1910 e circulou entre os modernistas, fornecendo-lhes subsídios. As revistas de vanguarda veiculam os primeiros textos de ou sobre psicanálise, e na longínqua Cataguazes já o quinto número de Verde (janeiro de 1928) contém um artigo a respeito de Freud. Toda a produção de Mário de Andrade revela que ele foi um atento estudioso do assunto, e no Manifesto Pau-Brasil, de Oswald (1924), o nome de Freud aparece três vezes. Flávio de Carvalho foi psicanalisado e um de seus biógrafos afirma que ele “acordava cedo e lia Freud como exercício matinal”.
Inscrições >> https://goo.gl/forms/gkofKNTzSbcSQeW03
40 vagas
Arte moderna em contexto, com Francisco Alambert
De caráter introdutório, o curso visa apresentar as vanguardas artísticas do início do século XX, bem como as transformações sociais que fomentaram renovações nos modos de fazer e pensar a arte. Serão percorridos os principais movimentos emergentes na Europa e no Brasil, analisando a produção plástica e as aspirações estéticas de artistas, poetas e críticos de arte.
terças | 10/4, 17/4, 24/4, 8/5, 15/5, 22/5, 29/5 e 5/6
19h30 às 21h
40 vagas
Inscrições >> https://goo.gl/forms/HQ7UzbZ5pxWDq9tm1
Lista de espera >> https://goo.gl/forms/I7bvgjRBiJzIDBOV2
Francisco Alambert é doutor em História pela Universidade de São Paulo, onde leciona História Social da Arte e História Contemporânea. Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo. Foi conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico.
Flávio de Carvalho: personalidade inquietante, com Aracy Amaral
Quinta | 17/5 | 19h
Sem inscrição prévia | espaço comporta 40 pessoas | sujeito a lotação
Aracy Amaral é historiadora, curadora e crítica de arte. Foi diretora da Pinacoteca do estado de São Paulo, entre 1975 e 1979, e do MAC-USP, de 1982 a 1986. Foi também professora-titular de História da Arte pela FAU-USP.
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