Programação de

ALUCINAÇÕES

Alucinações coletivas
Elaboradas por artistas, poetas, professores e especialistas, convidados são chamados a ocupar o espaço da exposição e propor ao público atividades abertas e experimentais, a partir de suas propostas pedagógicas.
Sábados | 14/4, 28/4, 5/5, 12/5, 19/5, 26/5, 2/6 e 9/6 | das 16h às 18h

 

14/4 - STELA BARBIERI | Banho de canto
Banho de Canto é uma obra oficina de Stela Barbieri que acontece em coparticipação com o público. A presença de um participante no centro da obra inspira o grupo em torno a cantar e tocar. O projeto se constitui em campos de presença, ou seja, em espaços que nos fazem estar entregues e presentes. A intenção do Banho de Canto é criar uma imersão sonora para os participantes, propiciando uma experiência de integração entre as pessoas e de cada um consigo mesmo.

Stela Barbieri é uma artista com atuação nos campos das artes visuais, na literatura infantil. Em sua produção artística e em sua atuação em processos de aprendizagens construiu conexões vigorosas entre arte e educação.

 

28/04 - VALQUIRIA PRATES | Lições para uma pedagogia delirante
Tomando o delírio como parte do processo de criação, conforme a abordagem da psicanalista e curadora Tânia Rivera, os participantes desse encontro conversarão sobre o que a arte aprendeu sobre liberdade, emancipação e autenticidade observando os processos de criação e invenção realizados por crianças e por pessoas em estados de sofrimento mental que frequentaram ateliês de artes, explorando as ideias sobre espontaneidade e transcendência a eles associadas por muitos dos artistas ligados às vanguardas artísticas do séc XX. Fragmentos de textos, imagens e exercícios de desenho e escrita serão explorados pelos participantes.

20 vagas | Estudantes de artes, pedagogia, design, professores e educadores.

Valquíria Prates é escritora, educadora e curadora. Desde 2014, dirige com Valéria Prates Gobato a Agência de Viagens Espaciais (AVE), onde investigam infância, juventude e imaginação política em experiências de leitura e interpretação. Atualmente realiza a pesquisa de doutoramento no Instituto de Artes da UNESP.

 

05/05 - GRUPO CONTRAFILÉ | Parlamento dos corpos
O Grupo Contrafilé propõe, dentro do projeto “Alucinações Parciais”, uma “assembleia pública de olhares”, um modo de encontro no qual corpo e palavra não podem se distanciar. Falar desde aquilo que nos aflige ou que nos fortalece, falar o que precisa ser dito, do que precisa ser feito e questionar o papel da arte em tudo isso, serão motes nesta intervenção-diálogo.

Assembleia Pública de Olhares sf. 1. Encontro de pessoas com o fim de compartilhar o que as paralisa ou mobiliza; encontro de intimidades; 2. Criação coletiva de perguntas e exercício de dar nome às urgências; lugar de aprender e ensinar; 3. Prática coletiva de escuta-ativa que leva à produção de imagens resultantes de uma experiência na qual o comum se faz possível; 4. Invenção de tempo e espaço para o dissenso; afirmação de singularidades cocriadoras de realidade; 5. Mobilidade interna; disponibilidade para relacionar-se com inteireza; 6. Descondicionamento de padrões repetidos; mudança de hábito; 7. Movimento de desatar os laços sociais previstos pelo Estado de Confinamento, espaço para relações proibidas; 8. Estado manifesto de criação.; 9. Um refúgio para devires-revolucionários.

O Grupo Contrafilé é um coletivo de arte-política-educação que cria  possibilidades de praticar o direito à invenção da cidade. Dentre seus projetos, se destacam: Programa para a Descatracalização da Própria Vida (2004) e A Rebelião das Crianças (2005) - que deu origem ao Parque para Brincar e Pensar (2011) e ao Quintal (2013). O grupo participou de importantes mostras, tais como: 31ª Bienal de Arte de São Paulo, Radical Education (Eslovênia, 2008), If You See Something Say Something (Austrália, 2007), La Normalidad (Argentina, 2006) e Collective Creativity (Alemanha, 2005).



12/05 - PROFª DRª KIUSAM REGINA DE OLIVEIRA
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Meu CorpObra basta: Tensionando as estruturas brancocêntricas através da Literatura Negra do Encantamento
EncantamentoCorpObra termo emprestado da artista Charlene Bicalho. Corpo que enquanto obra que não está terminado, mas sim, em constante edificação. Território em obra que ao compreender a complexidade do mundo, tensiona e revoluciona as estruturas em que se apoiam os privilégios dos brancos numa sociedade racista e sexista como a nossa. No meio desta edificação, a palavra: escrita, falada ou dançada nos possibilitando a reestruturação do nosso ser.



19/05 - LENO VIDAL  | "A hora" - Conexões decoloniais

Por meio de relações de trocas e afetos, Leno convidará o público a expandir o reencontro com as memórias ancestrais descolonizadas, para um desfolhar colonizador interior de cada ser, que retrata a memória como algo vulnerável e passageiro. Dessa forma, terá como objetivo o reencontrar espiritual das conexões decoloniais coletivas com objetos, indígenas e o professor.

Leno Vidal é formador/artivista/educador. Graduado em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem pela Universidade da Amazônia (UNAMA). É professor na rede pública municipal. Sociabiliza formações com práticas inspiradoras em Arte/Educação. Recebeu reconhecimentos com premiações locais e nacionais, como o Prêmio Territórios Educativos pelo Instituto Tomie Ohtake, o Prêmio Arte na Escola Cidadã na categoria EJA e Professor Destaque da Cidade de São Paulo no ano de 2016. Em 2017, ganhou o segundo lugar no Prêmio Paulo Freire. Participou de eventos e congressos nacionais e internacionais, como a III Feira Literária da Zona Sul de São Paulo “FELIZES” e o encontro Internacional "Educação 360", no Rio de Janeiro. Fortalece e promove visibilidade através da arte na luta dos direitos dos povos originários, LGBT+ e Afro-religiosos.



27/05
 - LUCIANE RAMOS-SILVA | Depois da porta, o abismo

Seria a arte uma disputa da história? No complexo movimento com as engrenagens sociais, no fazer artístico , discursos e formas de inscrição no mundo são expostos, regulados ou inviabilizados.  Nesta ação cênica, Luciane Ramos-Silva vale-se da linguagem da dança , reconhecendo que cada corpo acumula camadas de história, para friccionar as histórias oficiais  e propor questões ao publico e recarregar sensos de coletividade e existência crítica.    

Participação da performer e crítica de dança Flavia Couto.

Luciane Ramos-Silva é antropóloga e artista da Dança. Doutora em artes da Cena e mestre em antropologia pela Unicamp é membra do conselho editorial da revista O Menelick 2Ato, gestora de projetos do Acervo Africa e professora na Sala Crisantempo. Artista pluridisciplinar, atua em parceria com diversos coletivos e instituições nas encruzilhadas das áreas de dança, pedagogia e crítica cultural. Sua tese abordou as noções de colonialidade, os curriculuns de graduação e a proposta pedagógica que intitula Corpo em Diáspora.


02/06 - ANDRÉ GRAVATÁ | Ato poético contra o analfabetismo político

André Gravatá irá organizar um ato poético a fim de afirmar a importância de uma educação que realmente abra nosso olhar para lermos o mundo em que vivemos hoje, que nos faça resgatar raízes da nossa história para agirmos no presente com mais consistência, que nos faça levantar a pergunta: qual o papel de uma escola (ou exposição-escola) no momento presente? Esse ato será uma mistura de falas, diálogos e breves exercícios para nos aproximarmos do tema.O título da ação parte de um resgate importante: o último livro de Paulo Freire se chama Pedagogia da Indignação, cujo título é de Nita Freire. 

André Gravatá é escritor e educador. Autor do livro de poesias Inadiável. Também é coautor dos livros Volta ao Mundo em 13 Escolas e Mistérios da Educação. É um dos criadores da Virada Educação, que mobiliza escolas e territórios pelo Brasil.


09/06 - ESCOLA POLITEIA | Construções coletivas

Assim como no cotidiano da escola, crianças e jovens serão convidados a pensar e realizar uma intervenção, baseada na reflexão: o que é uma exposição-escola?

Escola Politeia é um escola democrática onde convivência e conhecimento são geridos por todos de maneira solidária e horizontal. Nosso objetivo é lutar pela transformação da educação tendo como pano de fundo fundamental o protagonismo das crianças e jovens, bem como a construção de uma visão crítica acerca da nossa realidade.


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